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Um abrigo seguro

  • Writer: Rebeca Balaniuc
    Rebeca Balaniuc
  • May 23, 2020
  • 3 min read

"Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará." Salmos 91:1

Antes dos "coaches", a Bíblia já nos ensinava como alcançar nossos objetivos, como descansar, como ter um bom desempenho intelectual e emocional, como viver em paz sobre essa terra, como ter sucesso.


Em momentos de pandemia, onde um mundo inteiro de uma nova geração, pouco viu ou entende o que é viver com o medo iminente de uma ameaça mortal, me pego pensando no coração e na mente do ser humano. Já se sabe que há um aumento significativo das doenças emocionais em meio à pandemia por medo de contrair o vírus ou pelo isolamento social. Nossa geração nunca havia passado por algo tão grande, mas tudo isso já aconteceu por diversas vezes na história.


Em menor escala, e mais perto dos nossos dias, encontramos a epidemia do Ebola, na África, em 2014; a Sars, na China, em 2002, e a Mers, em 2012, no Oriente Médio. Todas essas doenças também mostraram níveis elevados de doenças emocionais/psicológicas nas pessoas daquelas regiões. Em contrapartida, as mídias sociais escancaram sorrisos, lives, famílias felizes, rotinas divertidas, receitas novas na cozinha, piscinas cristalinas, corpos sarados e exercícios para fazer em casa, vídeos de tiktok, etc... O lado negativo dessa mídia sempre tão "alegre", "positiva" e "intocável", é que pode gerar em nós a terrível pergunta: Será que só eu estou surtando?


Calma! A grande questão é que esconder o mal que enfrentamos e tentar mostrar apenas o lado positivo não faz bem. Eu entendo que não precisamos ficar chorando as pitangas na internet só pra mostrar o quão difícil é passar por tudo isso, mas entenda que a verdade só liberta. Quem é mãe sabe que muitas coisas que acabamos vivenciando no dia a dia, sozinhas, vamos descobrir que outras mães já passaram, por pura coincidência. Não seria muito mais fácil se contássemos umas às outras nossos dilemas e dificuldades? Não seria muito mais fácil se deixássemos cair a máscara de mulher maravilha e admitíssemos que nós também precisamos de ajuda, de colo, de socorro, tanta vezes?

Da mesma forma vejo essa pandemia. Se eu fizesse uma votação na minha rede social para descobrir quantas pessoas estão aguentando essa pandemia à base de remédios ou de profissionais da saúde mental, e tivesse respostas sinceras, certamente a maioria dos entrevistados diriam que estão se utilizando desses meios de ajuda. E que bom por esses meios! Graças a Deus!

Não é vergonha se sentir fragilizado. Não é vergonha precisar de uma "muleta" emocional quando se sentir inseguro, terrivelmente abalado. Não é vergonha gritar por socorro! Na verdade, os que não fazem isso, deveriam, sim, se envergonhar.


Embora tenhamos esses recursos que nos ajudam e nos fazem enfrentar momentos difíceis com mais inteireza de mente, precisamos nos lembrar de alguém que nunca nos deixou. É necessário que busquemos nos lembrar dEle. É necessário que nossa mente O procure e O encontre mesmo nos vendavais mais aterrorizantes! Existe alguém que nos segura pela mão, que caminha conosco, que deixou uma uma linda carta de amor que nos ensina a ter paz em meio à guerra, que nos ensina que somos amados, protegidos, guiados, sustentados a cada segundo da nossa existência! E isso é muito maravilhoso para ser sequer esquecido por um milésimo de segundo que seja!


Eu costumo dizer que as poderosas mãos que sustentam todo o universo e mantém em perfeita ordem os planetas, as galáxias, as estrelas, cometas e etc, são as mesmíssimas que sustentam poderosamente a nossa vida, e a vida da nossa família. O amor de Cristo nunca falha. Seu sustento, sua voz calma, seu suave toque tem o poder de tranquilizar a mente mais perturbada, o coração mais fragilizado; tem o poder de aquecer as mãos mais geladas. Seus olhos gentis e compassivos estão sempre diante de mim e você, mesmo que os nossos olhos mostrem temor. Ainda que estejamos presos a uma cela emocional/psicológica e que não consigamos encontrar a saída, há uma porta aberta e Jesus está do outro lado. Levante os olhos. Olhe para Ele. Ele te espera para te tomar em Teus braços, para te mostrar que o medo, o pavor e a angústia, na verdade não são reais. O que existe e o que é real é apenas Jesus do outro lado dessa cela. Caminhe para fora. Busque a Jesus e você certamente O encontrará.


"Segura estou nos braços daquele que nunca me deixou".
 
 
 

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